DEUSES HINDUS
Um
dos grandes feitos do Hinduísmo está na fusão de cultos e deuses
em uma vasta mitologia.
Há uma infinidade incontável de divindades que com o passar dos
tempos as características desses deuses se fundiam para formar
uma única divindade. É maravilhoso perceber a unidade de todas
as mitologias.
Dentro do hinduísmo vemos uma série de princípios cósmicos e psicológicos
inerentes a todas as religiões.
A imagem dos deuses representava as suas características, os diversos
braços que uma divindade apresentava significava extensões de
sua energia íntima, e os objetos em suas mãos os símbolos dos
seus vários poderes na ordem cósmica.
Aqui estão relacionados alguns dos Deuses Hindus, com
suas esposas, seus avatares, seus companheiros e principais características:

Brahma, O Deus Criador considerado outrora o maior dos
deuses porque colocava o universo em movimento, decresceu de importância
com a ascensão de Shiva e Vishnu. Aparece de manto branco montando
um ganso. Possui quatro cabeças das quais nasceram os Vedas, que
ele leva nas mãos junto com um cetro e vários outros símbolos.
É o Pai Celestial, criador dos céus e da terra.

Shiva, O destruidor. Um dos dois deuses mais poderosos
do hinduísmo. Apresenta-se de várias formas: o extremado asceta,
o matador de demônios envolvido por serpentes e com uma coroa
de crânios na cabeça, o senhor da criação a dançar num círculo
de fogo ou o símbolo masculino da fertilidade. Mais que os outros
deuses é uma mistura de cultos, mitos e deuses que vêem desde
a pré-história da Índia. É a representação do Espírito Santo no
hinduísmo.

Parvati (ou Mahadevi) , esposa de Shiva, era a filha
das montanhas do Himalaia e irmã do rio Ganges. Com amor, afastou
Shiva de seu ascetismo. Representa a unidade de deus e deusa,
do homem e da mulher. É nossa Divina Mãe Kundalini, amorosa senhora
que é desdobramento do Divino Espírito Santo dentro de nós.
Uma, é a deusa dourada, que como uma forma de
Parvati reflete manifestações mais brandas de seu marido Shiva.
Serve ás vezes de mediadora nos conflitos entre Brahma e os outros
deuses. É a Mãe Cósmica, toda luminosa, e que tem como manto o
céu estrelado.

Durga, que é outra forma de Parvati como uma deusa feroz
de dez braços, nasceu já adulta das bocas flamejantes de Brahma,
Shiva e Vishnu. Montada num tigre, usa as armas dos deuses para
combater os demônios. É nossa Divina Mãe Interior, responsável
pela Morte do Ego em nosso interior.
Kali,é
uma das mais importantes divindades da mitologia na Índia, era
conhecida, entre outras características, pela sua sede de sangue.
Kali,
é Parvati transformada na mais terrível deusa do hinduísmo.
Esta deusa apareceu pela primeira vez nos escritos indianos por
volta do século VI em invocações pedindo sua ajuda nas guerras.
Nesses primeiros textos foi descrita como tendo presas, usando
uma guirlanda de cadáveres e morando no local de cremações.
Kali
fez sua aparição mais famosa no Devi-mahatmya, onde se juntou
à deusa Durga para lutar contra o espírito demoníaco Raktabija,
que tinha a habilidade de se reproduzir com cada gota de sangue
derramado; assim, ao lutar com ele, Durga se viu sobrepujada pelos
clones de Raktabija.
Kali resgatou Durga ao vampirizar Raktabija e ao comer suas duplicatas.
Kali foi vista por alguns como o aspecto irado de Durga.
Kali aparece em geral manchada de sangue, vestida de cobras e
com um colar de crânios de seus filhos. Representa outro aspecto
da nossa Divina Mãe Interior, aquela que destrói poderosamente
o Ego nos mundos infernais, quando nós não nos interessamos pelo
trabalho consciente da morte do Ego. Se não destruimos o Ego conscientemente,
a Natureza Infernal o destruirá violentamente. Isso tudo por amor
a nós. Essa destruição se efetua nos infernos atômicos da natureza.
Essa é a famosa Segunda Morte, escrita no Apocalipse de São João.

Sarasvati é a deusa hindu da sabedoria, das artes e da
música e a shákti, que significa ao mesmo tempo poder e esposa,
de Brahma, o criador do mundo. Ela é representada como uma mulher
muito bela, de pele branca como o leite, e tocando sitar [1] (um
instrumento musical).
Ela é a protetora dos artesãos, pintores, músicos, atores, escritores
e artistas em geral. Ela também protege aqueles que buscam conhecimento,
os estudantes, os professores, e tudo relacionado à eloquência.
Seus símbolos são um Cisne e um Lótus Branco.

Nandi, o touro sagrado para o povo do Indostão como um
símbolo de fertilidade. Foi absorvido no hinduísmo como o companheiro
constante de Shiva , de quem é montada, camarista e músico. Shiva
usa na testa o emblema de Nandi, a lua crescente. Uma das representações
das energias sexuais transmutadas, que nosso Divino Espírito Santo
(Shiva) utiliza para a redenção da Alma.

Kartiqueia (ou Scanda), substituiu o deus védico Indra
como principal deus hindu das batalhas. Filho de Shiva e, em alguns
mitos, gerado sem mãe, só se interessa por lutas e guerras. Com
seis cabeças e doze braços, comanda as suas legiões celestiais
do dorso de um pavão colorido. Representa a Alma Humana, que deve
guerrear as forças tenebrosas de nossos inimigos internos, ou
Ego. É a Vontade (Thelema), necessária para a Vitória.

Ganesh, filho de Shiva , com cabeça de elefante, é talvez
o deus mais popular. Sábio, ponderado e bem versado nas escrituras,
é invocado pelos crentes antes de qualquer empreendimento para
assegurar seu êxito. É a Sabedoria divina que a todos guia e dá
liberdade, prosperidade e triunfo.

Vishnu,
o conservador. É para muitos hindus o deus universal.
Traz em geral quatro símbolos: um disco, um búzio, uma maçã e
uma flor de lótus. Sempre que a humanidade precisa de ajuda, esse
deus benévolo aparece na Terra como um avatara ou reencarnação.
É o equivalente hindu do Cristo Cósmico e do Osíris egípcio.

Matsia, o peixe de chifres que representa a intercessão
de Vishnu num tempo de dilúvio universal. O peixe avisou Manu
(que é o Noé hindu) e salvou-o num barco preso ao seu chifre.
O peixe representa a energia inteior, sexual, transmutada.

Kurma, a tartaruga. O segundo avatar de Vishnu que apareceu
na Terra depois do dilúvio para recuperar tesouros. Na Alquimia
medieval, representa o Antimônio, o fixador do ouro em nosso interior.
É nosso Ser Interior, todo sabedoria, que, como uma tartaruga,
dá um passo após o outro, para a realização da Grande Obra.
Varaa, o Javali. Originalmente o porco sagrado de um
culto primitivo que tornou-se um avatar de Vishnu depois de um
segundo dilúvio. Cavando sob a água com as presas, fez subir a
terra e reestabeleceu a terra firme. Representa a força do elemento
Terra. É a força elemental que se necessita para a Grande Obra
Alquímica. É a energia que transforma o chumbo em ouro.

Narasima, O leão-homem foi avatar de Vishnu. Brahma,
tinha dado invulnerabilidade a um demônio durante o dia e durante
a noite. O avatar matou o demônio ao crespúsculo. Representa também
a Execução, mais cedo ou mais tarde, da Lei.
Vamana, o anão, outro avatar, que se tornou um gigante
para frustrar um demônio que procurava controlar o universo. Tendo
permissão para conservar tudo o que pudesse cobrir com três passos,
Vamana abrangeu o céu, a terra e o ar intermediário.

Parasurama, foi Vishnu como filho de um brâmane roubado
por um rei Kshatryia.
Parasurama matou o rei, cujos os filhos por sua vez mataram o
Brâmane, então Parasurama matou todos os Kshatryias masculinos
durante 21 gerações.
Ele representa a Justiça Divina, liderada pelo Mestre Anúbis e
seus 42 Juízes do Karma (42 é o dobro de 21).
O Karma, quando entre em ação, é terrível e invencível
Rama, O herói da epopéia literário-religiosa "O
Ramaiana", foi Vishnu como um avatar que venceu Ravana, o
mais terrível demônio do mundo. Rama representa o hindu ideal:
um marido gentil, um rei bondoso e um chefe corajoso contra a
opressão. O símbolo do grande mestre Rama (ou Ram, como foi conhecido
nos períodos pós-dilúvio atlante) é a estrela de 6 pontas, ou
hexagrama. Segundo o doutor Jorge Adoum, grande mestre da Fraternidade
Universal, foi o grande líder Ram quem expulsou os negros africanos
da Índia, nos primórdios da Segunda Sub-raça Ariana. Isso, obviamente,
é totalmente desconhecido pela historiografia acadêmica.
Krishna, o avatar mais importante de Vishnu, foi um deus-herói
amado em muitos de seus aspectos: como um menino travesso, como
um adolescente amoroso, como um herói adulto que proferiu as grandes
lições do "Bhagavad Gita" . Esses aspectos de Krishna
tiveram origens diferentes. Krishna foi o avatar da Era de Áries,
divulgando a poderosa doutrina dos Grandes Avataras do Cristo
Cósmico.
Buda, como uma encarnação de Vishnu, é um exemplo da
capacidade que tem o hinduísmo de absorver elementos religiosos
diferentes. Dizem os hindus que o avatar Buda apareceu fundamentalmente
para ensinar o mundo a ter compaixão pelos animais. Na verdade,
esse grande mestre de compaixão canalizou as energias dos mundos
Nirvânicos para o bem da humanidade. Sidarta Gautama ( personalidade
humana do grande Deus Cósmico, o Buda Amithaba) teve de se encarnar
mais algumas vezes na Terra para terminar de cumprir sua missão.
Sua encarnação seguinte foi como o mestre Tsong Kapa, o grande
reformador do budismo tibetano. O mestre Samael afirma que esse
mestre ascenso está, desde o século 17, reencarnado no planeta
Marte, cumprindo uma missão cósmica semelhante à missão de Jesus
na Terra.
Lakshmi, mulher de Vishnu, muitas vezes representada
sentada numa flor de Lótus e empunhando outra, representa a boa
sorte, a prosperidade e a abundância. Seus companheiros são dois
elefantes. Sendo por si mesma uma importante deusa. O mestre Samael
afirma, na obra O Matrimônio Perfeito, que Lakshmi, como mestre
da Grande Fraternidade Branca, auxilia o devoto a sair conscientemente
em corpo astral.
Sita, mulher de Rama que é um avatar de Vishnu. Ela é
uma encarnação de Lakshmi. Representa a esposa hindu ideal. Foi
raptada pelo demônio Ravana e levada para a morada deste, mas
permaneceu devotada ao marido. Representa a virtude da Fidelidade
ao trabalho gnóstico. Não esmorecer nunca.
Hanuman, o rei dos macacos que emprestou sua agilidade,
a sua velocidade e a sua força a Rama para ajudar a salvar Sita
de Ravana. Pediu em troca que pudesse viver enquanto os homens
se lembrassem de Rama. Assim Hanuman tornou-se imortal. Simbolicamente,
o macaco é a Ciência Superior, a Lógica Superior, que possibilita
"medir o mundo", medir a Grande Obra, e saber o quanto
se gastará para se realizar o Trabalho Alquímico.
Garuda, a montada de Vishnu, é uma ave mítica de cara
branca, de cabeça e asas de águia e corpo e membros de homem.
Transportando o deus no seu cintilante dorso dourado, era ás vezes
confundida com o deus do fogo, Ágni.
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